quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Melhores do Ano - 2014

O ano acabou e, olha, graças a Deus, viu? Se houve um ano chatinho na minha (não mais tão) curta vida, esse ano foi 2014. De passar meu aniversário no cemitério a suportar certas revelações extremamente doloridas, passando aí por crises emocionais e físicas que só uma TPM monstro seria capaz do produzir, tiro como saldo que 2014 já vai tarde. Chega. Acaba logo, pra 2015 vir feliz, contente e só com surpresas boas, porque eu mereço.

Mimimi a parte, se teve algo que fiz e fiz bacana nesse ano foi ler. Isso não se refletiu em conteúdo pro blog pelos motivos citados no parágrafo acima, mas posso garantir que li coisas maravilhosas e consegui compensar pelo fiasco de leitura que foi o ano passado. Vamos aos MELHORES DO ANO EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!! \o\  /o/  \o/ *fogos, papel picado e gritaria. Obrigada.*

Li 59 livros esse ano, o que dá mais de um por semana. Fiquei feliz com a média, mas ressalto que em junho e outubro reli as séries Harry Potter e Percy Jackson inteiras, o que dá 17 releituras. Ou seja, inéditos foram 35, mesma média de 2013.

Vamos à lista, afinal. Sem mais enrolação.

Melhor YA – 


Não consegui decidir entre Eleanor & Park e O Sangue do Olimpo, mas os dois são, sem dúvidas, meus preferidos. O primeiro pelo romance diferente e fofo, além de eu totalmente me identificar com a nerdice do Park. O segundo por ser o desfecho da minha série favorita, depois de Harry Potter. O final – temporário ou não – da saga do Percy é uma despedida agridoce, pois é difícil imaginar não ter que passar o ano esperando outubro chegar pra ter outro PJ pra ler, mas ainda assim é doce e necessária essa despedida, pois certos personagens precisam descansar. Já estou com saudade do Percy, do Leo e do Nico, mas vou superar.


Melhor Romance


Eu li muitos, MUITOS, romances esse ano. A maioria deles eram Romances Históricos, daqueles que se passam por volta dos séculos XVIII ou XIX e adorei o gênero. Nessa leva, conheci a Julia Quinn, de quem já havia ouvido falar, mas nunca tinha lido nada e me encantei com a escrita dela. As histórias são super simples, mas os personagens são cativantes e a sua descrição de época é muito bacana. Recomendo muito pra quem curte o gênero.

Destes, o melhor foi Os Segredos de Colin Bridgerton, que traz a história de Penelope, que passa a vida apaixonada por Colin e um dia resolve fazer algo a respeito. A evolução é divertida e emocionante. Melhor romance do ano fácil.


Melhor Épico


É o Martin trazendo de volta os nossos personagens favoritos n’As Crônicas de Gelo e Fogo. Dany, Tyrion e Jon reapareceram me deixando agoniada com seus desfechos temporário e ansiando ansiosamente (sim, a redundância é proposital) pelos Ventos do Inverno, que aparentemente não chegarão nunca. George Martin é um velhinho muito cruel.


Melhor Adulto ou Chick Lit


Eu coloquei junto porque não tem livros suficientes nessas categorias pra deixar uma eleição decente (é, variação de gêneros não rolou legal aqui não). Queda de Gigantes faz parte da trilogia O Século, do Ken Follet, que conta a história das três principais guerras do século XX. Esse é o primeiro volume, que fala da 1ª Guerra Mundial e é um livro INSANO. O autor traz um contexto histórico bacana e insere seus personagens na realidade de forma perfeita. Quase acreditei que eles existiam.


Sendo assim, o TOP5 de 2014 é:

(não tem uma ordem certa, ok? Tenho extrema dificuldade pra decidir essas coisas. Trato meus livros como crianças que ficariam arrasadas se eu escolhesse um e deixasse o outro de lado.)

Eleanor & Park
O Sangue do Olimpo
Os Segredos de Colin Bridgerton
A Dança dos Dragões
Queda de Gigantes


Outros destaques:

Melhor personagem do ano:

Nico di Ângelo (O Sangue do Olimpo)
Menções Honrosas: Uhtred(Crônicas Saxônicas),  Reyna (O Sangue do Olimpo).


Pior personagem do ano:

Alasca (Quem é você, Alasca?) – menininha INSUPORTÁVEL.
Menção Honrosa: Kevin (Precisamos Falar Sobre o Kevin) – muito bem desenvolvido, mas um filho da p*ta.


Adolescente mais legal (moça):

Hermione (Harry Potter) – Ah, Karol, mas é releitura! É, eu sei. Mas Hermione é Hermione. Não há competição aqui.
Menções Honrosas: Eleanor (Eleanor & Park), porque tem um nome legal, um cabelo legal e um gosto bacana; Cinder (Cinder), porque ela é a Cinderela mais legal; e Cress, porque ela é a Rapunzel presa num satélite


Adolescente mais legal (moço):

Percy Jackson – Ah, Karol, mas o Percy ganha todo ano! É verdade, e se ele aparecer na série nova do Rick Riordan estará aqui novamente, mesmo que tenha apenas uma fala. Acostumem-se.
Menções Honrosas: Park (Eleanor & Park), Harry (Lost Boys), Príncipe Kai (Cinder).


Periguetável do ano:

Uhtred – é muita testosterona num homem só.
Menções Honrosas: Todos os Bridgerton. Todos os protagonistas da série “Irresistível”.


Melhor amiga:
Piper (O Sangue do Olimpo)


Fdp do ano:
Rainha Levana (Cinder).


Casal do ano:

Percy e Annabeth (O Sangue do Olimpo)
Eleanor e Park (Eleanor & Park)
Colin e Penélope (Os Segredos de Colin Bridgerton)


E é isso, povo!

Até 2015!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

As Crônicas Lunares - Marissa Meyer


Faz teeeeeeempo que eu não venho aqui e acho que seria uma tremenda cara-de-pau chegar aqui com um “Melhores de 2014” no fim do mês sem ter feito uma postagenzinha sequer desde outubro... Por isso, resolvi passar aqui e falar do que estou lendo agora, nesse exato momento.

Em novembro eu ganhei um sorteio no aceita um Leite? e o prêmio era Cinder, da Marissa Meyer. Eu estava animadinha com o livro e tal porque sou simplesmente apaixonada por releituras de contos de fadas (minha infância totalmente Disney jamais me permitiria não ser assim) e Cinder é uma releitura de Cinderela – classicasso. Mais clássico impossível.

Eis que comecei a ler o livro sem muitas pretensões porque, please, people, esses livros são despretensiosos. Ou era o que eu imaginava. Qual não foi a minha surpresa ao encontrar uma história muito bem desenvolvida, com um panorama distópico bacana, personagens cativantes e, claro, com contos de fadas no meio?!

Ai, gente, me apaixonei pela série!



O primeiro livro, CINDER, como já citei, é uma releitura de Cinderela. Mas a Cinderela do caso, a Cinder, é uma CIBORGUE. Meio humana, meio robô, super inteligente e despojada, ela sustenta a família como mecânica na “feirinha da madrugada” de Nova Pequim, a cidade em que vivem – sim, uma distopia que não se passa na América. Como não amar, né?

Ela conhece o príncipe, eles tem uma química incrível mas, claro, tem uma rainha malvadona querendo separá-los. E uma guerra interplanetária no meio. E uma peste que se pega pelo ar. Sério, o livro é ótimo. LEIAM.

O segundo livro, SCARLET, continua a história, mas contando também com os pontos de vista da Chapeuzinho Vermelho (a Scarlet) e do Lobo Mau. E que Lobo Mau. Adorei esse Lobo Mau, adorei a mitologia que a autora criou para explicar a existência e a capacidade sobre-humana desse lobo, adorei a ideia da matilha, adorei o romance inusitado, adorei os personagens novos e AMEI a Scarlet, que é decidida pra caramba. LEIAM ESSE TAMBÉM – depois do primeiro, claro.

E o terceiro, CRESS, que estou lendo exatamente agora, continua a história e acrescenta o ponto de vista de Crescent Moon (ou Cress, ou Rapunzel se formos considerar nossas nostálgicas infâncias – ou a Disney). Cress vive presa em um satélite e acaba por cruzar a história de Cinder e Scarlet. Cress é uma fofa. Seu romance é fofo, seu satélite é fofo, tudo que ela faz é fofo. Mas ela é aquela personagem que consegue ser fofa sem ser insuportável. Adoro personagens assim. LEIAM ESSE TAMBÉM – depois dos dois primeiros. 



Vale lembrar que Cress só foi lançado em inglês, então dá um trabalhinho maior pra achar e ler também, se o inglês não estiver em dia.

É isso povo. A série é bem legal, com romances bacanas, um desenvolvimento meio previsível mas bem digno e fala de contos de fadas de uma forma diferente. Vale a leitura e distrai que é uma beleza (esses livrinhos me ajudaram a esquecer da vida numa semana doida em que eu só queria sumir do mundo, então a característica “livro” sugante está garantida).

O nome da série é Crônicas Lunares e serão cinco livros. Quatro deles relacionados à história principal e um prévio, contando a história da Rainha Má – que tem um “negócio” com espelhos. Hehe.
Leiam!   

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O Sangue do Olimpo - Rick Riordan



Clica que fica ENORME.

Um livro que invoca muitas expectativas e preenche quase todas.

Novamente, como em A Casa de Hades, spoilers de toda a série por todo o texto, ok?

Rick Riordan traz à sua segunda série com o pessoal lá do Olimpo os finais esperados, com a adrenalina de sempre, mas com um plus: imensa evolução dos personagens e, por que não, imensa evolução em sua escrita também.

Ele fez a opção de terminar a série da mesma forma que começou, com Leo, Piper e Jason como protagonistas e principais peças na destruição de Gaia porque, sinto admitir, mas Percy e Annabeth só serviram mesmo pra acordar a Gaia nesse livro. É a vida.

Começamos de cara com um capítulo de Jason e uma última missão antes de o mundo acabar: os sete precisam encontrar a cura do médico, que impedirá que a morte leve alguém durante a batalha e boa parte do desenvolvimento dos sete sai daí. São várias mini-missões divertidas, mas que trazem uma sensação básica de enrolação. A ação de verdade vai acontecer do outro lado, com Reyna e Nico, que carregam a Atena Partenos para o acampamento meio-sangue.

É com os dois que as emoções mais intensas do livro se libertam. Ambos são personagens carismáticos e muito ricos, perfeitamente desenvolvidos pelo Rick, bem aos poucos, de forma que, quando nos damos conta, já estamos amando-os e nem lembramos o porquê.

O papel dos dois é essencial para a vitória dos Olimpianos, pois só a Atena Partenos pode curar a loucura dos deuses e fazer com que eles entrem na batalha ao lado dos meio-sangues, de forma que cumpram o requisito essencial para matar os gigantes: a união entre um deus e um semideus.

É nos pdv’s de Nico e Reyna que vemos de novo o Acampamento Meio-Sangue, Clarisse, Quíron, Grover, Will Solace (guardem esse nome) e até aquele idiota do Octavian, e isso dá vida ao livro. É simplesmente maravilhoso matar a saudade de personagens tão queridos e que andaram tão calados nos últimos quatro livros. Emoção total.

As soluções usadas para transportar a estátua gigante, após o exaurimento da força do Nico, são as melhores. Ver BlackJack de novo dá um calorzinho no coração, assim como topar com Thalia, suas caçadoras de Artémis, Hylla e as incríveis amazonas.

Pelo lado de Jason e cia, muitos deuses enlouquecidos e algumas ajudas inesperadas. Nice, por exemplo, é totalmente insana e passa metade do livro falando consigo mesma, aos berros. Apolo é um bundão e Artémis é super cool. Minha favorita depois de Héstia.

Por incrível que pareça, a semideusa mais útil nesse livro é Piper. O que ela consegue fazer com sua voz é inacreditável e acho que tio Rick decidiu que tinha chegado a hora dela. Ela faz coisas até demais, vale ressaltar. Coisas absurdas, coisas que só uma fã muito fã do Rick compraria, tipo eu. Hazel também se mostra mais poderosa do que imaginávamos e em um espaço curto de tempo. Senti falta de uma explicação mais decente pra tanto poder nas mãos dessas duas...

Percy e Annabeth, como citei lá em cima, tem verdadeira utilidade na hora de despertar Gaia – que mais atrapalha que ajuda, convenhamos. No resto do tempo, infelizmente, são inúteis. Mas eles já fizeram tantas coisas até aqui que nem dá pra questionar muito. As cenas em que lutam, lado-a-lado, com seus pais para matar alguns gigantes são muito legais – por sinal, todas as uniões de pais com filhos nesse livro soam bem bacanas. Afrodite é a melhor, jogando flores e pombas na cara de seu Gigante para ajudar Piper a acertá-lo. Hazel é a única que não luta junto a seu pai, tendo Hécate como patrona, mas as duas também funcionam bem juntas.

Agora, o Leo. O Leo é o gênio da história, ele finalmente entende a profecia e faz com que ela se cumpra, despachando Gaia para o lugar dela que é dormindo, quietinha. Seu sacrifício é extremamente doloroso e passam páginas e páginas até que possamos sentir a dor diminuir. Perder Leo não é algo bacana e se reflete em todos os personagens, tornando uma festa, que deveria ser incrível, triste e sem graça. Claro que, como o Rick é foda, sempre há uma carta na manga, e o final fofo nos traz a esperança de termos mais Leo em nossas leituras.

Quase terminando, preciso falar daquele que, pra mim, roubou o livro para si e se tornou um dos melhores protagonistas involuntários que já acompanhei: Nico di Ângelo.  Sem dúvida o melhor personagem de O Sangue do Olimpo. Nico já havia sido responsável, em O Último Olimpiano, por trazer reforços importantes e salvar a humanidade. Nesse novo livro ele salva o mundo tantas vezes que dá pra perder a conta. E ele faz isso mesmo enquanto se sente rejeitado e incompreendido, mesmo quando acha que não possui amigos e que ninguém o aceita. E, ao mesmo tempo, ele se mostra meigo e sensível, capaz de notar o quanto seus poderes aterrorizam as pessoas. Isso o toca tão profundamente que gera nele a sensação de que todos vivem fugindo de sua presença quando, na realidade, ele foge dos outros por medo de seu julgamento.

Quando Will Solace se irrita e lhe fala que ele não tem amigos porque ele não quer e ele se afasta das pessoas, sentimos a mudança na visão que ele tem de si mesmo e é nesse momento em que ele decide não abandonar mais o acampamento. Para completar sua jornada de aceitação, ao decidir ficar no Chalé de Hades, Nico aceita o fato de que é capaz de ter amigos e pessoas que ama, e que é perfeitamente plausível que ele seja amado de volta, mesmo com todos os traumas e neuras que sempre permearam sua vida. Tudo isso é coroado pela reação redentora de Jason ao descobrir que o garoto irá ficar: um abraço feliz e o convite para comerem juntos, já que são únicos e ficariam sozinhos em sua mesa. Por fim, a conclusão de todo o seu ciclo de sofrimento, contando para Percy que costumava ser a fim dele, mas que essa fase havia passado e a promessa de um futuro interessante, com o fofo do Solace. Love Nico

É difícil se despedir de algo que povoou minhas leituras tanto tempo, mas sinto o fim de um ciclo com a despedida a Percy e seus amigos. Vou sentir falta da fórmula certeira, da certeza de final feliz e do senso de humor idiota que os livros do Rick tem, mas fico feliz com esse ciclo se fechando. Vou atrás de qualquer coisa que ele publicar no futuro, podem ter certeza, mas estou satisfeita em saber que, ao menos por enquanto, aquele monte de semideuses está feliz. Que essa felicidade dure, pelo menos, mais quatro ou cinco anos. Eles precisam conseguir terminar a faculdade.

Até a próxima, povo! o/


PS: Falei que o Nico merecia um livro só dele? Não? Então, merecia. Tomara que um dia o Rick faça essa gentileza para seus leitores e nos traga mais Nico.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Um Tributo a Percy Jackson - Parte II


Eeeeeee vamos à segunda parte desse especial que ninguém comenta, mas tem lugar cativo no meu coração.

Na primeira parte (o post logo abaixo desse aqui), falei sobre a saga Percy Jackson e os Olimpianos, que introduz personagens e conceitos que servirão de base para a segunda saga com Percy Jackson: Os Heróis do Olimpo.

É esta a saga que acaba semana que vem e conseguiu consolidar o amor por Percy e cia no meu coração. Se a saga dos Olimpianos é boa, essa segunda é ótima. Todos os sentimentos em grau maior, tudo mais intenso, e colorido, tudo plus size!

Eu sei que tem gente por aí que não curte a obra do Rick Riordan, alega que ele tem uma formula que segue em todos os seus livros e que é tudo um plágio de Harry Potter, blá, blá, blá...

Gente, ok. Posso concordar com a questão da formula, mas nunca do plágio. Por sinal, não entendo essa história de rivalidade, como se não fosse possível pra alguém gostar das duas séries em paz. Sério, não entendo certos fandons  por aí (e não entendo porque o Potterish insiste em avisar que os atores dos filmes estão casando/viajando pra Disney ou que seus gatos morreram mas, enfim... Ainda vou fazer um post aqui só pra reclamar do que o Potterish virou)...

Enfim, sem mais delongas!

(Todas tem resenhas, todas as resenhas estão linkadas.)


OS HERÓIS DO OLIMPO



Esse é o único livro da saga que não tem o Percy – e por isso é o mais fraco. Eu já falei pra vocês que AMO o Percy? Não? Então, eu AMO O PERCY, que fique claro.

Aqui os protagonistas são Jason (filho de Júpiter/Zeus), Piper (Afrodite) e Leo (Hefesto). Preciso dizer que senti uma tristezinha básica ao começar o livro sem o Percy porque, né, desculpa Jason, desculpa Piper, mas vocês não chegam aos pés do Percy. Leo é o único que faz jus ao legado.

Nesse livro descobrimos que Percy desapareceu e que Hera também está desaparecida. Jason, Piper e Leo tem, então, a missão de encontrar e liberar a rainha do Olimpo, enquanto Annabeth procura por Percy.

Gente, nesse livro temos o Rei Midas dando as caras, uma referência à Amazon pertencer às amazonas, Éolo sendo extremamente maluco e instável,  um sátiro violento e alguns conceitos da rivalidade Grécia-Roma sendo traçados. É muito amor!

A melhor coisa desse livro é o Leo.

As Revelações aqui são que existe outro acampamento meio-sangue, mas esse é romano (!), que foi de lá que Jason veio (!),  que o Percy provavelmente foi mandado sozinho e desmemoriado pra lá (!),  que Thalia e Jason são irmãos por parte de pai e mãe e que a profecia dos sete já está em ação e Gaia é o inimigo a ser vencido! UHU!

Detalhes bacanas: filhos de Hefesto badass construindo um dragão gigante que voa; uma filha de Afrodite que não parece uma filha de Afrodite; Leo soltando fogo pelas mãos.

Citação

"- Gaia? – perguntou Leo, sacudindo a cabeça – Não é a Mãe Natureza? Ela deveria ter... sei lá... flores nos cabelos e pássaros cantando ao seu redor, além de cervos e coelhinhos lavando as suas roupas.
- Leo, essa é a Branca de Neve – disse Piper."





Graças aos deuses o Percy está de volta. Não que eu não goste dos outros três mas, gente, please. Percy é Percy.

Ele começa o livro todo perdido e desmemoriado, do outro lado do país lembrando apenas duas coisas: seu nome e o nome de Annabeth falem se não é fofo!

Percy faz parte da troca arquitetada por Hera, de forma a unir os dois Acampamentos, Jupiter e Meio-Sangue para conseguirem, juntos, derrotar Gaia.

Aqui conhecemos bem o Acampamento Jupiter e suas personalidades excêntricas. Se antes tínhamos Clarisse para encher o saco, agora temos Octavian; se antes a turma de Percy era formada por Grover e Annabeth, temos agora Hazel  (filha de Plutão) e Frank (filho de Marte) pra balancear as coisas, e os dois não decepcionam, com boas histórias de fundo e personalidades interessantes.

Gosto mais da Hazel do que da Piper e mais do Leo do que do Frank, logo, grupo perfeito seria: Percy, Leo e Hazel – com a Annabeth na consultoria.

Percy, junto com Frank e Hazel, tem como missão ir para o norte e liberar Tânatos, a Morte que, estando preso, não consegue manter ninguém no mundo inferior (muito menos os monstros).

 A melhor coisa desse livro é ter o Percy de volta

As revelações aqui são que Hazel estava morta e Plutão a mandou de volta, provavelmente imaginando que ela poderia ser uma das sete da grande da profecia (porque não o Nico?); Nico di Ângelo sabia, desde sempre, que havia um Acampamento Jupiter e não contou pra ninguém.

Detalhes bacanas: o Acampamento Júpiter e as possibilidades para semideuses de crescerem e terem famílias protegidas (Percy passa, inclusive, a fantasiar com isso em certo ponto da série); Frank é metamorfo; dois gigantes mortos em um só livro.

Citação

"- Você está questionando minha honra? - Vitellius parecia tão furioso que sua aura roxa tremeluzia. Ele sacou seu gládio espectral e gritou: - Tome isto!
E enfiou a espada, quase tão mortal quanto uma caneta laser, no peito de Frank algumas vezes.
- Ai - disse Frank, só por educação."




Finalmente temos o encontro entre os sete semideuses da profecia: Percy, Annabeth, Jason, Piper, Leo, Hazel e Frank. Claro que eles conseguem fazer um monte de besteira no Acampamento Júpiter antes de saírem em missão, mas o importante é que estão juntos e vão derrotar Gaia (no livro 5, talvez, etc)!

Por mais que quase todos os semideuses da profecia tenham pdv’s aqui, a protagonista desse livro é Annabeth. A missão de recuperar a Marca de Atena e recobrar à deusa suas faculdades mentais é dela, a missão de manter o grupo diverso junto é dela, a missão de enfrentar Aracne é dela. É muito mais fácil amar Annabeth estando dentro da cabeça dela, preciso confessar a vocês. Os capítulos dela e os de Percy são os melhores do livro.

Além de recuperarem A Marca de Athena, os semideuses precisam, ainda, fechar as portas da morte, para evitar que monstros continuem chegando às pencas ao mundo mortal, o que virá a ser a quest mais difícil já empreendida pelo grupo e o grande mote do próximo livro.

As melhores coisas desse livro são o reencontro SENSACIONAL de Percy e Annabeth; #TeamLeo.

A revelação aqui é que as portas da morte precisam ser fechadas pelos dois lados. Um deles fica na Casa de Hades, na Grécia. O outro fica adivinhem... Ponto pra quem falou “NO TÁRTARO, KAROL!!!”. Claro que alguém vai ter que ir pro Tártaro, e claro que ninguém jamais saiu de lá vivo, só o Nico (comentei que ele passa o livro todo preso num jarro? É, ele passa).

Detalhes bacanas: a história da Marca de Athena, que é bem obscura; os semideuses voando de airship (Final Fantasy feelings); Percy e Annabeth caindo para o Tártaro juntos.

Citação

"- Lorde Baco, lembra-se de mim? [...]
- Ah... sim. John Green?
- Não, Jason Grace.
- Que seja."






Lembram quando, em Harry Potter, chega uma hora em que a gente sente que aqueles livros não são mais pra crianças? Com PJ isso acontece em A Casa de Hades. O livro é sombrio e intenso, cheio de reviravoltas e reminiscências, num furacão emocional que é difícil de suportar.

Annabeth e Percy estão no Tártaro, que além de ser o inferno do inferno, também é um monstro gigantesco, para, de lá, fecharem as portas da morte, ao mesmo tempo em que os outros quatro e Nico vão para a Grécia, fechar o lado mortal das portas, na Casa de Hades.

Esse livro é MUITO intenso, tudo acontece em velocidade recorde e as páginas voam. Temos o retorno de Calipso, titãs bonzinhos, um Drakon gigante (em homenagem à Clarisse) e Pasifae, uma feiticeira famosíssima na mitologia dando as caras. O melhor livro da série.

As melhores coisas desse livro são acompanhar Percy e Annabeth tão unidos no Tártaro; Leo na ilha da Calipso; Frank comandando um exército fantasma.

A grande revelação aqui é que Nico é gay.

Detalhes bacanas: a promoção de Frank a pretor é genial; qualquer um pode salvar o mundo, independente de raça, opção sexual ou, sei lá, humano ou não humano; Percy e Annabeth enganando Nyx e todos os filhos bizarros dela.

Citação

“— As máquinas foram feitas para funcionar.
— O quê?
— Acredito que o universo é basicamente como uma máquina. Não sei quem fez isso, se foram as Parcas, os deuses, ou o Deus com D maiúsculo, ou qualquer outro ente. Mas funciona como deve a maior parte do tempo. Claro, algumas peças quebram e as coisas dão errado de vez em quando, mas, na maioria das vezes… tudo acontece por um motivo. Tipo nos encontrarmos.
— Leo Valdez, você é um filósofo — maravilhou-se Hazel.
— Não — disse ele. — Sou apenas um mecânico.”



E é isso. Semana que vem chega o último livro e o que espero ser o fim das minhas aventuras com o Percy e seus amigos. Não que eu queira que seja. Acho que se eu tiver 80 anos e souber que o Tio Rick tá lançando algo com o Percy, saio correndo atrás loucamente, como se não houvesse amanhã...

Mas sinto, também, que está na hora de descansar, Percy e Annabeth precisam descansar, precisam ser felizes. Isso é o que desejamos para todas as pessoas que amamos, não? Porque não desejarmos isso aos nossos personagens favoritos, então, né?

Dá uma dorzinha no peito acompanhar mais este fim, mas outras séries virão e conquistarão esse coração que ainda acha que está na adolescência.

Então, chega!

Até a resenha de O Sangue do Olimpo, o último livro do Percy que passará por aqui em muito tempo...



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